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Fundo com CDB do Rural já perdeu com BVA

Por Thais Folego e Vinícius Pinheiro | De São Paulo – 07/08/2013 às 00h00

Pelo menos duas gestoras que detinham investimentos em certificados de depósito bancário (CDB) do Banco Rural também sofreram perdas com a exposição ao Banco BVA, que sofreu intervenção em outubro passado e foi liquidado em junho deste ano.

O fundo Diferencial Renda Fixa, sob gestão da Drachma, detinha a maior exposição individual aos papéis do Rural, de acordo com dados da consultoria Economatica. A carteira reunia R$ 32,8 milhões de CDBs do banco em 30 de junho.

Na segunda-feira, a BNY Mellon, administradora do fundo, divulgou comunicado de fato relevante no qual informa que realizou provisões para perdas na carteira. O ajuste foi registrado na cota da última sexta-feira, que sofreu queda de 8,3%. Com isso, o patrimônio do fundo caiu para R$ 344 milhões.

O fundo da gestora já havia registrado um prejuízo da ordem de R$ 240 milhões com a aplicação em ativos do Banco BVA em outubro do ano passado, o equivalente a 36,4% do patrimônio do fundo na época. Procurada, a Drachma não deu retorno ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

Outros dois fundos, sob gestão da Adinvest, também tinham CDBs do Rural, no total de R$ 12,5 milhões em junho, segundo a Economatica, e também sofreram provisão contra perdas após a liquidação do banco. O impacto na cota de sexta-feira dos fundos Adinvest Top e Vitória Régia foi de 14%.

Ambas as carteiras também reuniam investimentos no BVA, e registraram uma provisão para perdas de 18% e 27% do total do seu patrimônio, respectivamente, na época da intervenção no banco. Com o prejuízo apurado com a liquidação do Rural, o fundo Adinvest Top passa a deter um patrimônio de R$ 38,5 milhões, enquanto o Vitória Régia passa a reunir R$ 33,5 milhões. Nenhum representante da gestora foi localizado para comentar.

De acordo com o levantamento da Economatica, os fundos sob gestão da Caixa Econômica Federal são os que têm a maior exposição ao Banco Rural, de R$ 211 milhões distribuídos por 24 fundos. Todas as aplicações, porém, foram feitas em DPGE e dentro do limite coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos, segundo Marcelo de Jesus, superintendente da área de gestão de recursos de terceiros da Caixa.

Pelos dados disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco possui uma carteira aplicada em CDB do Rural em um volume de R$ 15,9 milhões. A informação, porém, foi dada de forma incorreta pelo custodiante do fundo, segundo o superintendente da Caixa.

É o mesmo caso da JGP, gestora cujos fundos possuem a segunda maior exposição aos papéis do Rural, com R$ 60,9 milhões distribuídos em 18 fundos. Procurada, a gestora informou que não comentaria o assunto, mas disse que todas as posições do Rural estão em DPGE, embora na carteira informada à CVM conste aplicações em CDB.

O fundo de pensão dos funcionários da Caixa, a Funcef, informou que a exposição aos papéis do Rural, de R$ 18,7 milhões, também foi feita em DPGE, e não em CDB, como informa o site da CVM.

O Banrisul possuía um total de R$ 17,6 milhões no Rural no fim de junho, de acordo com os dados da Economatica. O banco divulgou comunicado para esclarecer que todas as posições estão em títulos com garantia do FGC.

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