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Exposição ao Rural soma R$ 480 milhões

Por Thais Folego e Vinícius Pinheiro | De São Paulo – 07/08/2013 às 00h00

Os fundos de investimento detêm aproximadamente R$ 480 milhões aplicados em títulos emitidos pelo Banco Rural, que teve a liquidação decretada na última sexta-feira. A maior parte deles, entretanto, não deve sofrer prejuízo, já que as aplicações estavam em Depósitos a Prazo com Garantia Especial (DPGE), um certificado de depósito que tem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 20 milhões. Já os fundos com exposição a Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco, cuja garantia é de apenas R$ 250 mil, já começaram a anunciar provisões para perdas.

De acordo com levantamento da Economatica feito a pedido do Valor, havia 74 fundos com papéis do Banco Rural em carteira no dia 30 de junho. O número, porém, pode ser maior, uma vez que algumas carteiras ainda tinham seus números fechados. No fim de março, eram 91 fundos, com uma exposição de R$ 560 milhões.

O Banco Rural possui um total de R$ 2,13 bilhões em depósitos a prazo, segundo dados de janeiro deste ano. Amanhã, o FGC começa a pagar R$ 785 milhões em indenizações aos detentores de DPGE. A expectativa é que o ressarcimento de todas as modalidades de depósito alcance R$ 900 milhões.

Entre os fundos de pensão, a exposição a títulos emitidos pelo Rural é de R$ 200 milhões. Assim como os fundos de investimento tradicionais, a maior parte dos recursos aplicados pelas fundações está em títulos cobertos pelo FGC.

Segundo a Previc, autarquia que supervisiona as fundações de previdência complementar, com base nos demonstrativos de investimentos do primeiro trimestre, os fundos detinham R$ 190 milhões em DPGE do Rural, dentro do limite de cobertura do título. Já as aplicações em CDB somavam apenas R$ 10,2 milhões.

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