Publicações

Você está em: Home > Publicações > Bancos médios se beneficiam de novos papéis

Bancos médios se beneficiam de novos papéis

Por Fabiana Lopes | De São Paulo – Valor – .

Mesmo com um cenário adverso prejudicando seus resultados, os bancos médios têm se beneficiado de instrumentos alternativos de captação. Relatório divulgado ontem pela agência de classificação de riscos Fitch afirma que o ingresso de títulos como letras financeiras, letras de crédito imobiliário e letras de crédito de agronegócio contribuíram para melhorar o perfil de funding dessas instituições.

“Os bancos brasileiros exploraram os novos instrumentos disponibilizados pelos reguladores para atrair recursos e reduzir o custos de funding”, disse, no relatório, o diretor da Fitch para América Latina, Eduardo Ribas. “Ao longo dos últimos cinco anos, desde que foi descoberta a fraude no Banco Panamericano e que os bancos de pequeno e médio portes enfrentaram maior pressão sobre suas bases de captação, o perfil de captação desses bancos melhorou significativamente, graças, em parte, a esses instrumentos.”

Entre as vantagens desses papéis para os bancos estão a ausência de liquidez diária e os prazos mais longos de vencimento, características que trazem mais estabilidade à captação.

Segundo a Fitch, até o momento, esse mercado tem sido movido, principalmente, por emissões privadas efetuadas em mesas de tesouraria dos bancos, em detrimento de ofertas públicas. Mesmo assim, durante este ano, ao menos três bancos médios listados em bolsa efetuaram uma oferta pública de letras financeiras. O banco Daycoval fechou uma emissão de R$ 350 milhões, o Paraná levantou R$ 400 milhões com o instrumento, enquanto o Pine fez uma emissão de R$ 230 milhões.

Os novos instrumentos de captação atenuaram as limitações enfrentadas pelos bancos médios, segundo a Fitch, em um mercado em que os depósitos costumam ser concentrados em grandes bancos. Por outro lado, a agência diz que as grandes instituições ainda têm a maior participação nesses produtos.

,,,,